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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

CABOS DE AÇO (PARTE IV) – As principais deformações

As deformações mais comuns que afetam os cabos de aço são:

a)    Ondulação 
Ocorre quando o eixo longitudinal do cabo de aço assume a forma de uma hélice. Se esta anomalia estiver muito acentuada, pode transmitir uma vibração no cabo de aço que, durante o trabalho, causará um desgaste prematuro, assim como arames partidos.

b)    Amassamento
O amassamento no cabo de aço normalmente é ocasionado pelo enrolamento desordenado no tambor. Nas situações onde o enrolamento desordenado não pode ser evitado, deve-se optar pelo uso de cabo com alma de aço.




c)    Gaiola de passarinho
Esta deformação é típica em cabo com alma de aço nas situações onde ocorre um alívio repentino de tensão. Esta irregularidade é crítica e impede a continuidade do uso do cabo



d)    Alma saltada 
Também é uma característica causada pelo alívio repentino de tensão do cabo. Provoca um desequilíbrio de tensão entre as pernas do cabo, impedindo a continuidade do uso do cabo.


e)    Dobra ou nó (dog leg) 
É caracterizada por uma descontinuidade no sentido longitudinal do cabo que, em casos extremos, diminui a resistência à tração do cabo. Normalmente causada por manuseio ou instalação inadequados do cabo de aço.



*Fonte de informações e imagens: catálogo CIMAF

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

CABOS DE AÇO (PARTE II) – Inspeção e substituição

Item indispensável na execução de diversas atividades no setor industrial, de obras ou serviços, os cabos de aço precisam estar sempre em boas condições, por isso executar inspeções corretamente, dentro dos prazos estipulados, é fundamental.

1)    Inspeção de recebimento
Ao receber o produto, confira se ele possui o certificado de qualidade necessário e se itens como construção, diâmetro e composições estão dentro dos parâmetros solicitados. (Para detalhes sobre este assunto, veja aqui.)

2)    Inspeção frequente
Quando em serviço, os cabos de aço precisam ser inspecionados frequentemente pelo operador, diariamente para equipamentos de movimentação de carga e antes de cada uso para os laços. Através desta análise visual o operador conseguirá detectar danos que possam causar riscos durante a operação.

3)    Inspeção periódica
A frequência para uma inspeção ainda mais detalhada e especializada varia de acordo com o tipo de equipamento, condições ambientais e de operação, resultados de inspeções anteriores e tempo de serviço do cabo. Os intervalos para os laços de cabos de aço não podem ultrapassar os seis meses, e os resultados dessas inspeções devem ser registrados.

SUBSTITUIÇÃO

Mesmo que um cabo trabalhe em ótimas condições, chega um momento em que ele atinge sua vida útil normal e deve ser substituído, em virtude do seu desgaste, de arames rompidos etc.

Em qualquer instalação, o desafio é justamente determinar qual o rendimento máximo que se pode obter de um cabo antes de substitui-lo, sem colocar em perigo a segurança do equipamento.
Existem instalações em que o rompimento de um cabo põe em risco vidas humanas. São exemplos elevadores e teleféricos de passageiros, entre tantos outros.

Não existe uma regra precisa para se determinar o momento exato da substituição de um cabo de aço. A decisão dependerá da avaliação de uma pessoa qualificada, que deverá comparar as condições do cabo inspecionado com os critérios de descarte definidos por normas específicas para cada aplicação.

Para consultas, verifique  a norma NBR ISSO 4309 para cabos de aço usados em pontes rolantes, pórticos, gruas e guindastes e a NBR 13543 para laços de cabos de aço.

A avaliação de um cabo de aço leva em conta uma série de fatores, como número de arames rompidos, níveis de desgaste, corrosão, tipos de deformações, entre outros.  Confira na próxima parte desta série sobre cabos de aço.